quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Todos mentalizando!!!

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou...

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Bom dia meu amigo,
O sol já se acordou.
A alma se renova,
Um novo dia despertou.
Amanheceu um lindo dia,
Da mais pura alegria.
Na árvore os pássaros cantam,
No céu as nuvens dançam.

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Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

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Hasta un dia de sol!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

é preciso saber viver


Feminismos a parte, um textinho de Lia Luft, tri legal. Talvez porque minhas ideias sobre a vida estejam em um momento de "super" mudança, esse seja momento propício para sua postagem. Hasta!


A idade e a mudança

Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível…
A platéia inteira fez um ‘oooohh’ de descrédito.
Aí fiquei pensando: ‘pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?’
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado ‘juventude eterna’. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se “mudança”.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho…

Lya Luft

domingo, 15 de novembro de 2009

Todo amor que houver nessa vida.


Amanhã, dia 16 de novembro é aniversário do meu irmão, Richard. Idade: 2.1

É aquela coisa: "ai ai ai, como o tempo passa!"
Me lembro do momento que me disseram que eu teria um irmãozinho ou irmãzinha.
Fiquei imaginando um irmão que ia sair de dentro da barriga da minha mãe. Era um tanto difícil.

Estava todo mundo muito feliz, porque meus pais já estavam tentando há algum tempo. Eu já estava com mais de quatro anos e eles não queriam que eu fosse filha única, principalmente minha mãe que é filha única e que sempre se sentiu muito sozinha por causa disso.

Tínhamos uma vizinha muito querida, ainda viva, e bem velhinha que chama Dona Jandira.
Ela perguntou pra mim: "quer maninho ou maninha?" Eu prontamente respondi: "Maninha!!!"
Eu imaginava que seria uma menina, como as bonecas que eu tinha e que eu poderia brincar com ela também.
A Dona Jandira me disse: "se tu queres uma maninha, põe açúcar na janela, mas se tu quer maninho, põe sal." Eu coloquei açúcar. E me lembro que brigaram comigo.

Quando fiquei sabendo que eu tinha um maninho, fiquei muito brava e lembrei do tal açúcar que não tinha funcionado...

Visitei meu irmãozinho no hospital que diga-se de passagem era um baita alemão de quatro quilos, bem vermelhinho.
Achei aquilo legal.

Fui embora do hospital com a minha madrinha e quando chegamos em casa o "neném" tava no carrinho. Pensei eu: "eeeeeeeba! vou brincar com o maninho!!!" e peguei o carrinho e queria sair pela casa. Meu pai pegou minhas mãos e disse: "é pequenininho, não pode brincar!!!" Ele abriu a porta e me mandou sair e brincar no meu quarto. Que decepção!!! Poxa, tinha chegado um bebê em casa e eu nem podia pegar! E pior: eu perdia o posto de princesinha da casa!!!
Senti muito ciúme dele, fazia cenas pras visitas dele.
Tinha 5 anos, mas lembro como se fosse ontem.

Uma vez, sem querer, caí com ele no colo. E
le tinha um aninho, mais ou menos e bateu de cabeça no cimento, e eu achei que tinha matado o guri!!!
Eu digo até hoje pra ele, que daí que vem as "loucuras"!!!

Ele sempre foi uma criança tri querida, que vivia dizendo "eu te amo" pra mim, pra mãe e pra vó Palmira.
Tinha um cabelinho cogumelo e era parecido com o Jordi, aquele cantor francês.

Como meus pais sempre trabalharam fora, ele sempre tava comigo. Buscava da escola, levava no futebol. Vestia, dava banho. Sempre fui meio mãe.
Como se diz que amor de mãe é o maior que tem, talvez seja por isso que ele é a pessoa que eu mais amo no mundo.

Aquela música cantada por Kleiton e Kledir, expressa o sentimento do pouco valor que a gente dá para os irmãos na maioria das vezes.
Talvez, quando amadurecemos, começamos a entender melhor essa coisas e ver que irmãos, são geralmente, aqueles amigos pra sempre. Aqueles pra contar pra sempre. Feito corpo e alma.

Feliz aniversário, meu irmão querido, meu par incondicional.

Quando eu era assim
Bem menor
Não tive afim, sei lá
De pensar em nós
Agora eu sei e entendo melhor
Vidente eu li no céu
Vai por mim, somos corpo e alma
Meu irmão, meu par

Quando a solidão

Se enredar em ti
E o coração dançar
Conta comigo
Eu quero estar, viu
A teu lado
E haja o que houver
Junto a ti, feito corpo e alma
Meu irmão, meu par

Sei que a vida vai aprontar
E o que vier, azar
A dois é fácil segurar
Se Deus deixar, viu
Meu amigo
Vou sempre estar aqui
Junto a ti, feito corpo e alma
Meu irmão, meu par


"Mani: quer picoca?"


Hasta!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Coisas difíceis de explicar - Parte 4


Vem chegando o verão. Um calor no coração...
[super calor no coração... mas esse é o ano todo]


Bueno!!!

A quarta parte desses "desabafos" tem tudo a ver com o verão! Mais especificamente: com a cor do verão.

Verão tem cor?
Verão apenas combina com pessoas que ficam morenas ou douradas no verão???

Bom, se a resposta a segunda questão é "sim", me ralei. Não tenho nada a ver com verão.

Ser e estar, denovo.

No verão as pessoas me vêem na praia, na piscina e dizem: "que brancura!!!" ou "tá da cor do verão... hehehe!!!"
HAHAHAHA que engraçado!

EU SOU BRANCA!

Tenho sardas.
É obvio que se eu me "torrar no sol" aos 35 anos vou ser um maracujá de gaveta.
Vou ter mais sardas do que já tenho (apesar de amar as que tenho)... e jamais ficarei da cor do verão... vou ficar um camarão (e isso sim, não é nada bonito...)

Uso protetor solar no rosto desde os 13 anos, no inverno, no verão, em dias nublados e de chuva, porque por mais que as pessoas achem que não há sol nesses dias, ele está ali, detonando a sua pele, sim senhor!!! E tem gente que ri da minha cara. Problema deles. A minha dermatologista tem orgulho de mim!!! hehehehe!!!

Tu ficas bronzeado e lindo... bah... legal pra ti.

Eu acho legal ser branquinha.
A Nicole Kidman tá feia nessa foto? (cinco segundos para pensar 1, 2, 3,4, 5)

Ah tá, obrigada.


Hasta!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Coisas difíceis de explicar - Parte 3


Ai... como tu tá magra!!!

PORAMORDEDELS!!!


Eu sou magra. Eu sempre fui magra. Eu nem mesmo fui um nenê gordinho. Nasci bem grandinha até: 3.500 gramas, mas nunca fui fofinha, nem coisa do gênero.
A pessoa me conhece há mais de 15 anos e continua me dizendo que eu tô magra.
Gente: é genético. A familia do meu pai, toda, é muito magra. E pra completar, minha mãe também é magra. Pronto: tá explicado.


Tem gente que faz questão de chegar em mim e falar isso.
Qual será o problema?

Alguém já chegou numa amiga gordinha e disse:
"ai, como tu engordou!!!" ou "Bah... mas tás uma bola!"... Pô!!!

Tem várias explicações para isso:

1. Não tem assunto comigo;

2. Não tem assunto no geral;
3. Tem inveja da minha magreza;

5. Se sente mal com o prórpio corpo e vem me "chineliar"...

4. Acha que o bonito é ser gordo; (opinião da minha avó, que me "enfiou" comida a vida inteira e não conseguiu me engordar... porque segundo ela:
"é ponito uma mulher ter um poca de pariga"...
5. Acha que o saudável é ser gordo;

6. Acha que eu tenho alguma doença;

7. Acha que eu vou quebrar no meio.
8. Queria se matar comendo e não engordar. Sim, eu sou uma Magali.
etc

etc

etc


Essa postagem pode beirar a arrogância, mas: parem de dizer que sou magra. Tenho espelho em casa. E balança na farmácia.



Hasta!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Coisas difíceis de explicar - Parte 2

_Nome?

_Laíne.

_Como?

_Laíne.

_Como?

_La-í-ne.

_Como?

_Ele A I (acento agudo) Ene E.

_ Ahhh... do quê?


Comentário 1:

_ Wagner.

_ Wagner? Como se lê?*

_ Não, como se come.


Comentário 2:

_Wagner? Mas isso é nome.

_Não, isso é sobrenome, alemão.


Comentário 3.

_ Wagner? Eu tenho um amigo com esse nome.


Comentário meu:

Sem comentários.


Hasta!

Coisas difíceis de explicar - Parte 1


Tem uma série de coisas dificeis de explicar na vida. Mas para as OUTRAS PESSOAS.
Aquilo tá claro na tua cabeça, mas para as outras pessoas parece não fazer sentido. E as pessoas continuam te perguntando. E querendo respostas que não são as que tu vais dar.
Isso acontece muito comigo.
E isso acontece muito comigo quando vou para São Lourenço do Sul, minha cidade natal, onde moram meus avós, minha mãe e alguns poucos amigos e vizinhos-amigos que restaram.

Essa é a 'parte 1" de um desabafo formalizado de coisas que não agüento mais responder.

A primeira parte fala, portanto, de: "Cadê teu namorado?".

Local mais propício impossível: um casamento.

Sábado, dia 7 de novembro casaram-se Suzana e Gustavo.
A Susy é uma ex-vizinha que conheço desde que ela tinha 2 anos. Andava sempre grudada no meu irmão e em mim. Quando minha mãe andava com os dois, as pessoas achavam que eles eram gêmeos, porque eles eram parecidos mesmo: loirinhos, de olhos azuis e do mesmo tamanho.

Bom, a questão é que fui ao casamento com a minha família.

Sou uma mulher solteira.
E daí?
Tá escrito na minha testa que eu quero namorar?
Tá escrito na minha testa que eu quero casar?

Uma amiga me perguntou: "e o namorado?"
Eu respondi: foi abduzido.
Ela achou engraçado.
Ainda bem.

Bah, que saco!!!

Por que será que as pessoas tem que estar com alguém para serem felizes?
Desculpa, mas eu me basto.
Sou uma pessoa completa.
Se eu tiver com alguém, é pra somar, não para completar.

E eu não quero me casar na Igreja.
Muito obrigada!

Na hora do "atiramento de buquet" todas as vizinhas velhas me chamaram. "Laíne, vai lá!!!"
Eu disse: "eu não quero pegar buquet nenhum!" Não adiantou. Acabei indo e fiquei ali admirando o frenesi daquelas meninas desesperadas.
A menina que pegou o buquet (que diga-se de passagem: foi disputadíssimo) saiu gritando histericamente.
Medo!
Será que é o "pegar as flores" ou será que é "desespero por casar"? Eis uma questão complexa a ser desvelada, em outra postagem.

Um dia eu cheguei a pensar em levar uma amiga um desses casamentos e dizer que era minha namorada. O impacto seria tão grande que nunca mais me perguntariam nada. (huahuahua)

Sarcasmos a parte, tenho uma coisa pra dizer: que gente bem chata!
Essas pessoas que acham o cúmulo uma mulher de 26 anos ser solteira e dizem que vou ficar pra titia: Sinto muito!!!


Até a próxima festa, bebedeira e respostas criativas para a minha solteirice. Ou não.


Hasta!